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minha poesia

 minha poesia eu escrevo meu conteúdo mental eu escrevo a ânsia do meu cérebro eu escrevo o desenho da poesia minha poesia é um desenho eu reparo na sua forma minha poesia é um grafismo literário minha poesia é secular é o ofício que me foi usurpado é a produção do campo da arte é contabilidade de letras é o registro dos dias que passam eu escrevo as digitais dos meus dedos eu escrevo a falta de saúde psíquica minha poesia é só minha não sou mais um no meio da multidão eis a marca pessoal de uma vida única é uma experiência que não se repete escrever é o labor de um inválido construir e deixar uma marca papéis e papéis arquivados no testemunho do poeta que viveu minha poesia é viva e terá sempre continuidade minha experiência é a literatura e no porvir, a vida eterna

poesia de hoje cantada

 poesia de hoje cantada a poesia de hoje a produção de hoje a demanda de hoje a angústia de hoje o hoje de todos os dias os momentos de todos os dias os embates de todos os dias as inquietações da vida os sonhos da vida os flertes da vida a vida de todos os dias a vida de hoje a vida de ontem e de amanhã a vida de toda uma vida a vida registrada na poesia a vida registrada da escrita a vida registrada no papel poesia de hoje registrada a vida de hoje cantada a canção da vida publicada

viver, adorar, vencer

 viver, adorar, vencer a minha vida está na minha poesia a minha mente está na minha poesia o meu coração está na minha poesia na minha poesia eu escondo o meu querer na minha poesia eu escondo os meus anseios na minha poesia eu escondo a minha angústia minha vida, minha mente, meu coração meu querer, meus anseios, minha angústia na construção da poesia, a construção da minha vida na construção da poesia, meu trabalho na construção da poesia, minha catarse eu escrevo para viver eu vivo para adorar eu adoro para vencer

poesia que me cura

 poesia que me cura e eu sigo escrevendo, minha poesia-registro, minha poesia-diário, minha poesia-poesia. a construção da poesia, a construção de uma vida, a construção de um trabalho um trabalho que não quer nascer, um trabalho que não quer vir à tona, mas que quando vem traz as angústias do meu coração, e eu sinto alento, e eu sinto alívio, por haver nascido mais uma poesia no mundo, e esta poesia é a minha cura, e esta poesia é o meu bálsamo, e esta poesia, graças a Deus, é o que me faz continuar tentando

poesia de uma mente inquieta

 poesia de uma mente inquieta e sigo escrevendo poesia um prosador que escreve poesia uma poesia sobre poesia um livro inteiro de poesias sobre poesia um poesia sem rima, sem letras maiúsculas, uma poesia que não se pareça com as poesias que eu costumava escrever uma poesia livre, um registro, sem grandes pretensões, mas que me alegre a alma, porque minha poesia não vem da mente ela vem da alma, passa, sim, pelo crivo da mente, mas sua origem está no coração, coração de poeta, coração inquieto, e é esse coração inquieto que hoje escreve essa poesia, para quietude da mente e do coração, e eu sigo escrevendo poesia

a poesia na minha vida

 a poesia na minha vida a poesia que nasce por ela mesma quem plantou essa poesia no meu coração? a poesia que nasce da prosa setenta por cento prosa trinta por cento poesia uma poesia retangular, o retângulo em pé um salmo pequeno, um verbete pequeno um desenho geométrico com letras símbolos gráficos que têm um significado os bichos não escrevem só escreve quem é imagem e semelhança de Deus escrita, atributo divino na minha poesia, a minha mente na minha poesia, minha experiência de vida na minha poesia, minha filosofia eu escrevo poesia como quem escreve um tratado filosófico a pressa para escrever a poesia minha poesia, meu hai-cai desenvolvido minha forma de expressão a poesia que nasce por ela mesma, como se tivesse vida própria a sua vida é a minha vida, e a minha vida é a sua vida vida longa à poesia!

a poesia, meu esconderijo

 a poesia, meu esconderijo eu escrevo uma poesia eu me escondo atrás de uma poesia já me escondi atrás de crônicas já me escondi atrás de biografias já me escondi atrás de rimas agora me escondo atrás de versos livres eu, pronome reto da primeira pessoa do singular como escapar de mim mesmo? como escrever sobre filosofia? como escrever sobre política? como escrever sobre economia? a minha necessidade é escrever sobre mim mesmo mas eu me escondo na poesia mas eu me escondo na metáfora, como ensinava Neruda mas eu me escondo nos símbolos e me revelo pra quem é sensível à poesia e me revelo a quem decifra os mistérios da arte e me revelo à quem me conhece e sabe aplicar a poesia escrita aos fatos da minha vida eu escrevo uma poesia