a rotina e a poesia
a rotina e a poesia eis à minha frente a rotina e a poesia quero fazer poesia, subindo ao alto, mas eis que a rotina me prende ao chão como cantar a beleza da beleza da vida se me angustio com as coisas concretas? o espírito clama e se alegra com o que é do alto mas o corpo chama a atenção para o sustento da carne e assim fico dividido vida cindida mente cindida e a cisão é tão forte que não consigo escrever a luta da carne contra o espírito é tão renhida que me torno ambíguo um sopro divino, porém, no meu ouvido, e consigo escrever mesmo sem ver beleza na escrita mas lá está ela cá ela está levando consigo a angústia do coração levando consigo a aflição da alma e me pondo em condições para o seguinte embate e novamente à minha frente a rotina e a poesia