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Bendizei ao Senhor!

"Casa de Israel, bendizei ao Senhor! Casa de Arão, bendizei ao Senhor! Casa de Levi, bendizei ao Senhor! Vós, os que temeis ao Senhor, louvai ao Senhor! Bendito seja, desde Sião, o Senhor, que habita em Jerusalém. Louvai ao Senhor!" (Salmo 135, 19-21)

O Senhor te abençoe

"O Senhor, que fez o céu e a terra, te abençoe desde Sião!" (Salmo 134, 3)

A força de Davi

"Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido." (Salmo 132, 17)

Espere Israel no Senhor

"Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção, e ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades." (Salmo 130, 7-8)

dias brancos e brilhantes

 dias brancos e brilhantes eis o que vejo diante de mim: o dia vem como luz, num clarão que ilumina meu caminhar o caminho segue avante, e um tempo de refrigério se avizinha a passos largos para o povo que segue compacto passa a existir, na palavra de Deus, o que os profetas vaticinaram um tempo de bonança um tempo de alegria um tempo de salvação e vão saltando aos olhos, revelados nas Escrituras, tempos de consolo e de avivamento é um novo dia depois do qual seguirá um dia sem tempo um dia sem horas nem minutos um dia sem prazos e sem corre-corre será o dia da redenção serão dias eternais serão dias de promessas cumpridas serão dias brancos dias brancos e brilhantes

memória e esquecimento

 memória e esquecimento aquilo que fica e aquilo que vai o que dura na vida e o que se perde na morte aquilo que tem vida para perdurar e aquilo que perece nas sombras e nas trevas o que persevera e o que, de cansaço, se desvanece a vida e a morte a lembrança, o desprezo aquilo que vem à luz e o caminho tenebroso da escuridão aquilo que é revelado e aquilo que se desfaz o que é perene e o que é efêmero o vivido e revivido o vivido e o esquecido a vida que é divina e a morte, salário do pecado aquilo que está gravado e aquilo que está oculto tudo na mente, no espírito seja ele individual ou coletivo assim, os antônimos são paralelos e a vida e a morte podem ser descritas, resumidamente, como memória e esquecimento

escreve o poeta

 escreve o poeta o poeta escreve no papel seu corpo, acomodado à cadeira de madeira, inclina-se sobre a escrivaninha seus olhos, fixos sobre as pautas, buscam no cérebro o sentido do texto suas ideias, brotando na mente criativa, escorregam pelas suas mãos, transmitindo à caneta o verso nascedouro seus dedos, manuseando o instrumento de tinta, desenham letras não fáceis de ler o corpo do poeta, tenso, se concentra na tecitura do poema e, escrevendo verso após verso, o poeta contempla a obra das suas mãos no momento da criação de mais um texto, o poeta entra para a galeria de artistas e sonhadores são nove horas da noite, e o poeta, sonhador, escreve uma poesia